R$ 700,00
LULA CORTES & ZE RAMALHO – PAEBIRU
FORMATO: LP 12''
CAPA/DISCO: N/N
SELO:(MrBongo)
PAÍS: EUA
ANO:(2005 - 3° Relançamento.O último realizado, pois não será mais relançado.)
NOTAS: Disco Duplo - Importado – Made in Usa, 180 Gramas – Edição Limitada – Capa Dupla.
Classificação da Capa e Disco (Mídia).
Análise feita pelo visual e ou tato.
N = Novo e Lacrado.
S/N = Semi-novo.
K = Capa com discretos sinais de uso. LP Excelente.
KG = Capa com marcas definidas de uso. LP Conservado, com riscos visíveis.
P = Capa com marcas acentuadas de uso. LP pouco conservado, com riscos profundos.
L = Capa deteriorada. LP Mal Conservado, com pulo e ou chiado, etc.
Curiosidades:
Paêbirú, (Peabiru ou Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol, caminho que se estendia por mais de mil e duzentos quilômetros da costa brasileira do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico) é um álbum brasileiro lançado no ano de 1975 por Lula Côrtes e Zé Ramalho. O disco contém uma grande miscelânea de gêneros musicais como o rock psicodélico, jazz, e ritmos regionais do Nordeste Brasileiro. Foi um dos primeiros discos não declarados da psicodélia brasileira. O disco é hoje o vinil com maior valor comercial no Brasil, bem conservado, um disco da edição original vale em torno de 4 mil reais.
Cultura
A principal inspiração dos músicos na criação do disco foi a Pedra do Ingá, situada no município de Ingá, no interior da Paraíba, que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo.
No decorrer da criação do disco, a variedade de lendas sobre Sumé – a entidade mitológica na qual os indígenas acreditavam antes da colonização – inspiraram além da faixa de abertura, diversas passagens do álbum. Outras entidades importantes da cultura brasileira como Iemanjá também são citadas no disco.
Álbum
Trata-se de um disco de vinil duplo, com onze faixas. Trata-se de composições dos próprios músicos, Lula Côrtes e Zé Ramalho. Dentre os músicos que contribuíram para a gravação do álbum, estão os renomados Alceu Valença e Geraldo Azevedo.
O álbum teve prensagem única de 1.300 exemplares. Destes exemplares, em torno de 1000 se perderam em uma enchente que ocorreu em Recife em 1975. Junto com os exemplares perdidos, também foi destruída a fita máster. Este é o motivo para que uma das 300 cópias que se salvaram, tenha valor comercial médio de 4.000 reais, desbancando Louco por Você de Roberto Carlos.
A parte gráfica do disco ficou por conta de Kátia Mesel, então esposa de Lula Côrtes. O encarte e capa foi resultado de várias idas até a Pedra do Ingá.
Foi relançado no ano de 2005 em vinil e CD na Europa pelo selo Mr. Bongo. Nunca foi lançado no Brasil neste formato.
Música
O disco duplo é dividido em quatro lados, e cada um é dedicado a um dos quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água, respectivamente. Além dos longos instrumentais psicodélicos, e ritmos regionais, também foram adicionados sons sintéticos paralelos ao tema dos lados.
No lado "Terra", os resultados foram conseguidos através de instrumentos como tambores, flautas, congas e sax alto. Efeitos como aves em voo também foram produzidos, porém não de forma eletrônica. Outros instrumentos típicos como o berimbau também foram utilizados.
No lado "Ar", foram introduzidas conversas, risadas, e suspiros, além de harpas e violas.
"Fogo" é o lado mais pesado do disco, onde o rock e a psicodelia estão em evidência. São usados sons de guitarra distorcida, órgão e um som menos acústico. "Raga dos Raios" é até hoje considerada a melhor peça de guitarra fuzz gravada no rock nacional.
Em "Água" são colocados fundos sonoros de água corrente, e letras em louvação a entidades que representam o elemento, além da incorporação de gêneros dançantes como o baião.


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